Bacia Hidrográfica Vertentes do Rio Grande – GD2

A Bacia Hidrográfica Vertentes do Rio Grande recebe este nome porque nela, originam-se inúmeras nascentes, que literalmente vertem para formar três dos rios brasileiros: o rio Grande, Paraíba do Sul e Doce.

A região abrange um total de 29 municípios. Apresentando uma área de drenagem de 10.547 km². A extensão total da Bacia Hidrográfica dos Rios das Mortes e Jacaré é de 18.710 Km² com um perímetro de 791,7 Km² e seus principais cursos d'água são: o próprio Rio Grande, Rio das Mortes, Rio dos Peixes, Rio Jacaré e Rio Cervo. A bacia possui uma população estimada de 522.135 habitantes.

Municípios que compõem a Bacia Hidrográfica Vertentes do Rio Grande:

Alfredo Vasconcelos, Antônio Carlos, Barbacena, Barroso, Bom Sucesso, Camacho, Campo Belo, Cana Verde, Candeias, Carandaí, Carmo da Cachoeira, Carmo da Mata, Casa Grande, Conceição da Barra de Minas, Coronel Xavier Chaves, Dores de Campos, Ibertioga, Ibituruna, Ijací, Ingaí, Lagoa Dourada, Lavras, Luminárias, Nazareno, Nepomuceno, Oliveira, Perdões, Prados, Resende Costa, Ressaquinha, Ribeirão Vermelho, Ritápolis, Santa Cruz de Minas, Santa Rita do Ibitipoca, Santana do Jacaré, Santo Antônio do Amparo, São Bento do Abade, São Francisco de Paula, São João Del-Rei, São Tiago, Tiradentes e Três Pontas.

Características ambientais

A região denominada Campos das Vertentes, é uma importante área em aspectos geohidrológicos. O relevo é constituído por planalto cristalino rebaixado, os mares de morros ocupam grande maioria do espaço geográfico, e são caracterizados por vertentes côncavo-convexas. Em função dessa morfologia que varia de aplainada a ondulada, da alta pluviosidade e aos intensos processos erosivos a rede de drenagem em questão experimenta uma pequena suavização no relevo ao longo de seu trajeto, em sua parte baixa possui maiores planícies de inundação, geradas pelo acúmulo dos sedimentos erodidos à montante e pela menor inclinação das vertentes (Vargas, 2007).

Seu clima é classificado como semi-úmido, apresentando em torno de quatro a cinco meses secos por ano. Com temperaturas médias anuais em torno de 18,5º C.

Ao longo dos séculos, a utilização dos recursos naturais da região sem nenhum tipo de manejo sustentável causou grandes transformações no meio ambiente, evidenciando-se que os ciclos econômicos reduziram a vegetação original a um pequeno percentual. Primeiro a mineração, especialmente de ouro, depois a pecuária extensiva e agricultura intensiva, e, mais recentemente, a formação de grandes monoculturas.

A região Campos das Vertentes é considerada como uma área de extrema importância biológica, possuidora de uma elevada taxa de endemismo vegetal, sendo continuum entre Mata Atlântica, Cerrado e Matas de Araucária, mas composta originalmente em especial pela Mata Atlântica (Vargas, 2007). O ecossistema da região é muito em sua biodiversidade, com sua fauna e flora, possuindo diversas espécies endêmicas.

Características socioeconômicas

O processo de expansão colonialista da Coroa Portuguesa iniciou-se em 1674, com a chegada dos primeiros bandeirantes e a descoberta do ouro. Com a decadência da mineração do ouro, a região não sofreu profundo impacto econômico, pois substituiu rapidamente a atividade mineradora pela agropecuária, e tornou-se, ainda hoje, uma região fornecedora de alimentos para os grandes centros.

As atividades econômicas, ao longo da bacia são bastante diversificadas, predominam a pecuária, a produção de derivados de leite, agricultura. A indústria mineral ainda contribuí de maneira expressiva para a economia regional. Considerável também é a participação do turismo histórico, rural e ambiental, além da prestação de serviços.

Não podemos deixar de destacar a importância da área como geradora de energia elétrica para uma ampla região, através do lago do Funil, pertencente à Cemig, e do lago de Furnas.

Fonte: Relatório da Comissão Pró-organização do Comitê da BACIA HIDROGRÁFICA DOS RIOS DAS MORTES E JACARÉ - UPGRH GD2 - Comitê Vertentes do Rio Grande - Processo de Formação do Comitê de Bacia Hidrográfica do GD2 - Helvécio Luiz Reis -Coordenador da Comissão- Agosto de 2007.

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